Sete jovens atravessam um planeta inteiro atrás de sete sementes. Você começa lendo como fantasia — e termina com a estranha sensação de já ter estado ali.
Talvez tenha sido numa conversa que varou a madrugada. Talvez numa perda. Talvez naquela sensação difícil de explicar — a de pertencer a uma família maior do que a que te criou.
E. Benincá passou a vida procurando resposta para isso em todo lugar, e só encontrou quando parou de procurar do lado de fora. Aí largou o que estava fazendo e começou a escrever.
O que saiu não é um tratado, nem um manual. É uma aventura de verdade — com naufrágio, perseguição, floresta, batalha e amizade. E por baixo dela, sem empurrar nada goela abaixo, a explicação de como o mundo espiritual funciona.
"Me coloquei a escrever esta história numa forma de aventura, não como um manual do mundo espiritual, e sim uma doce e boa história que o exemplificasse."
E. BenincáNa constelação do Cocheiro, quatro sóis — dois amarelos, dois vermelhos — dançam em órbitas de lemniscata sobre um pequeno orbe de montanhas altíssimas e fossas profundas.
Um oceano verde-musgo banha três continentes e esconde cidades de vidro nas profundezas. À noite, a lua Nobuko derrama luz de prata sobre sete povos que vivem sem saber o que são.
É um mundo construído nos mínimos detalhes — geografia, povos, línguas, tecnologia, hierarquia espiritual. Você não visita Bahri. Você mora ali por algumas centenas de páginas.
Um estudante deslocado. Uma cética que não quer acreditar. Um espírito que desce por uma claraboia e toma forma. De náufragos a peregrinos — sem que nenhum deles tenha pedido.
Escondida atrás das Cataratas de Mercúrio, abraçada pelas montanhas de Kolorêoi, Fakhirh guarda oitocentas almas e as duas entidades de maior elevação espiritual do planeta.
A rainha dourada e a rainha prata. Amigas de longa data, seguidoras de Abnedei, governando sem trono — trabalhando lado a lado com o próprio povo.
São elas que convocam sete desconhecidos e entregam a eles um mapa velho e uma responsabilidade que nenhum dos sete se sente capaz de carregar.
Espalhadas por Bahri, elas se atraem entre si. Colocadas em ordem na câmara de Taarõ, revelam suas mensagens — e acendem uma torre que nunca foi acesa em toda a história do planeta.
Taarõ nunca foi acesa.
Os Scorzialhos só conhecem a força bruta. Sua irradiação contamina — espalha tristeza, ganância, divergência, e transforma povos inteiros uns contra os outros.
A ordem das rainhas foi clara: defendam-se, mas jamais usem a mesma moeda.
Um mundo se sustenta pelos detalhes que ninguém era obrigado a inventar.
Um dos Senhores dos Mundos. Encarnou em Bahri muito antes de tudo isso começar, deixou sete sementes para trás e foi embora.
O que ninguém em Bahri sabia é que a história dele não termina lá.
Bahri ascendeu. A Irmandade envelheceu. E as sombras que foram expulsas precisaram ir para algum lugar. Um pequeno orbe azul de terceira dimensão recebe os exilados de Capella.
O autor avisa no prefácio: aqui a fantasia lúdica do primeiro volume dá lugar a "um realismo possível". Você vai reconhecer os nomes. É essa a intenção.

O faraó que trocou todo um panteão por um deus único — e pagou o preço.

As tábuas, o fogo, a lei. E a pergunta de quem realmente as ditou.

O elefante branco, a figueira e as quatro verdades que atravessaram milênios.

O galo de Asclépio: a última dívida de um homem que passou a vida dizendo que nada sabia.
"Ao longo da leitura eu fui percebendo que já não estava mais lendo a história, mas sim vendo ela. Esse livro foi um achado para mim."
"Uma aventura que realmente prende do início ao fim, mas que traz muitas reflexões sobre a nossa vida, sobre olhar para si mesmo antes de julgar o outro. O universo que o autor criou é lindo de se imaginar — vários detalhes que me deixaram mega encantada durante a leitura."
"Se você gosta de ficção com espiritualidade e aventura, não deixe de ler esse livro. Me trouxe grandes reflexões sobre a vida e muitas informações que eu estava buscando."
"Além de ser uma aventura de fantasia, o livro suscita questões filosóficas sobre identidade, propósito e a busca pela verdade, tornando a leitura ainda mais provocante. Este primeiro volume é um excelente início."
O símbolo de cada volume no centro da capa: a semente para Os Peregrinos de Bahri, o orbe para A Utopia do Planeta Azul.
E. Benincá começou a escrever Mundos Simulacros durante a pandemia de 2021 — mas insiste que a história é muito mais antiga do que ele. Largou os afazeres que chama de "normóticos" para dedicar tempo a algo que finalmente fizesse sentido.
"Interprete esta história não com um olhar físico, mas com o olhar do coração, que são os olhos do seu espírito imortal — aquilo que você realmente é."
Prefácio de Os Peregrinos de Bahri
Sete sementes, sete povos, sete dimensões — e um planeta inteiro esperando alguém acender uma torre que nunca foi acesa.